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Incertezas sobre segurança e eficácia de medicamentos é tema da palestra da Dra. Silvia Brandalise no Pint Of Science

Evento acontece em Campinas na próxima segunda-feira (20/05); médica falará sobre as incertezas dos medicamentos sem aval da ciência, tema que foi destaque no jornal New York Times nesta semana

Na próxima segunda-feira, 20/05, acontece em Campinas o evento Pinto of Science, que tem como objetivo tirar pesquisadores e estudiosos das Universidades para tratar diretamente com a comunidade de assuntos de seu interesse, compartilhando suas descobertas em pubs, bares ou cafés locais. Entre os palestrantes, estará presente a médica e pesquisadora Dra. Silvia Brandalise, para falar sobre as incertezas dos medicamentos sem eficácia e segurança comprovadas, tema que foi destaque nesta semana em artigo especial do jornal americano The New York Times que alertou para a necessidade de fiscalização mais efetiva nos laboratórios e fabricantes, como também uma regulamentação mais eficaz perante as atividades comerciais para disponilização dos medicamentos nos diversos países.

A proposta, com a apresentação, é convidar os participantes à uma importante reflexão tratando do uso de medicamentos sem eficácia e sem segurança comprovadas, que acabam ameaçando a vida das pessoas, principalmente aquelas portadoras de câncer. “As alternativas que têm sido encontradas para barateamento do custo com medicamentos vieram acompanhadas de uma crise de qualidade que a maioria dos consumidores não conhece. É necessário que a aquisição de medicamentos que obedeça a um sistema de regulamentação que priorize a inquestionável qualidade e, num segundo momento, o menor custo”, avalia Dra Silvia.

De acordo com o artigo do The New York Times, “Americans Need Generic Drugs. But Can They Trust Them?”, veiculado no último dia 11/05, fiscais da FDA (Food and Drug Administration, agência americana reguladorados medicamentos) encontraram uma série de fraudes e evidências de práticas enganosas em fabricantes indianos e chineses que abastecem o mercado farmacêutico mundial – são dados estatísticos falsos, infestações de insetos nas propriedades e presença de substâncias tóxicas nos princípios ativos, que, até hoje, “passaram despercebidos”. Diante desse cenário, o jornal alerta que “uma droga de baixo custo não é uma pechincha se não funcionar”.

No Brasil, podemos citar o caso da fosfoetanolamina, utilizada no país sem nenhuma evidência científica para tratar pacientes com câncer. Em estudos clínicos controlados, nenhum tipo de câncer respondeu ao tratamento. No caso da leuginase, importado sem qualquer estudo científico indexado, estima-se que que 80% das crianças com leucemia que receberam o medicamento tenham tido recidivas.

O debate do Pinto of Science, liderado pela Dra. Silvia,  trará perguntas importantes, como: de quem é a responsabilidade por esse uso e qual o papel das universidades na questão.

Essa será uma grande oportunidade para os campineiros descobrirem quais as descobertas e desafio por trás das pesquisas científicas. O evento, que vai das 19 às 21h30, ainda terá as palestras “Políticas públicas baseadas em evidências” e “Só a ciência salva. Da vergonha”. Não é necessário fazer inscrição e o participante paga apenas o que consumir no estabelecimento. Os palestrantes participam de forma voluntária do evento.

Serviço – Palestra “Os perigos dos medicamentos desprovidos do ‘aval’ da ciência” – Dra. Silvia Brandalise

Data: 20 de maio (segunda-feira)

Horário: das 19 às 21h30

Local: Bar Lado B (, Av. Albino J. B. de Oliveira, 1240 – Barão Geraldo – Campinas)

Entrada: Sem cobrança de entrada, apenas será cobrado o que for consumido. Não há necessidade de inscrição.

Site: https://pintofscience.com.br/event/LDB-2005

Sobre o Pint of Science

Originalmente criado por pesquisadores em Londres, em 2012, o Pint of Science chegou ao Brasil em 2015, na cidade de São Carlos. Ao longo dos anos, se espalhou por outras cidades do país e neste ano serão 87 cidades envolvidas com diferentes temas entre os dias 20 e 22 de maio. Nos 24 países em que existe, os coordenadores e cientistas participantes do festival não recebem remuneração – a ideia é compartilhar e debater o conhecimento de forma voluntária – e os bares e restaurantes que cedem seu espaço não cobram entrada. O público paga apenas o que consumir. A organização do evento é em Campinas é da Unicamp, Numinalab e Labjor. 

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